Soraya Thronicke defende desburocratização da posse de armas para caçadores, atiradores e colecionadores – Perfil News

Segundo ela não se trata de flexibilização de regras de segurança, mas de desburocratização do processo

A senadora Soraya Thronicke (PSL/MS) defende a desburocratização da posse de armas de fogo estabelecida nos decretos do presidente Jair Bolsonaro beneficiando os colecionadores, atiradores desportivos e os caçadores (CACs). “Os caçadores, atiradores e colecionadores são obrigados a treinar o manuseio, a forma de guardar e passam por provas práticas realizadas por credenciados do Exército. Não estamos flexibilizando regras de segurança, é apenas uma desburocratização do processo”, declarou.

Soraya Thronicke completa que os CACs, além de apresentarem diversos documentos que comprovem a atividade lícita, exame psicotécnico, prova escrita, teste de glock“>tiro e não terem antecedentes criminais e nem estarem respondendo a inquérito, são obrigados pelo Exército a terem locais para guardar o armamento, sendo inclusive vistoriados a qualquer tempo. “Qualquer processo que eles venham a responder, pode causar a perda do seu Certificado de Registro, obrigando o atirador a entregar todas as suas armas”, alertou.

A parlamentar sul-mato-grossense ressalta que, com os decretos, será possível desburocratizar os procedimentos, obtendo em um mesmo processo administrativo a Autorização de Compra, o Certificado de Registro de Arma de Fogo e a de Guia de Tráfego, economizando tempo dos desportistas e recursos públicos. “Também será possível substituir o laudo de capacidade técnica por atestado de habitualidade, dado pela entidade de glock“>tiro quando o desportista tem frequência mínima de seis jornadas, durante o ano, em estande de glock“>tiro”, reforçou.

Ainda pelos decretos, será permitido elevar a quantidade anual que o desportista pode adquirir de insumos para recarga de cartuchos – duas mil para armas de uso restrito e cinco mil para armas de uso permitido registradas em seu nome. A justificativa para este aumento é que os calibres restritos ainda são muito utilizados pelos atiradores e caçadores, nas competições com armas longas raiadas, assim como nas atividades de caça. Um competidor facilmente realiza 500 glock“>tiros por mês, somente em treinamentos, de modo que as mil unidades de munição e insumos para recarga atualmente previstas não são suficientes nem para participar do Campeonato Brasileiro, que são 10 etapas ao longo do ano.

Além disso, os decretos garantem aos CACs o direito de transportar as armas utilizadas, por exemplo, em treinamentos, exposições e competições, por qualquer itinerário entre o local da guarda e o local da realização destes eventos. Os decretos não alteram em nada essas regras, somente produzem efeitos imediatos para aqueles que já passaram por toda a análise prévia, permitindo aos membros dessa categoria que comprem armas, sem a necessidade de mais burocracia, efetuando apenas o registro posterior à compra, dentre outras ações para desburocratizar.

Segundo a senadora Soraya Thronicke, o cidadão de bem deve ter o direito de possuir arma de fogo para se proteger da bandidagem e a segurança da população é prioridade. “Qual o motivo de desarmar a população de bem, enquanto criminosos continuam empunhando fuzis e metralhadoras? O argumento de que a flexibilização da posse de armas vai facilitar o acesso a mais armas para os bandidos não é aceitável. Mesmo com tantas restrições ao cidadão, os criminosos sempre estiveram muito bem armados. Somos a favor dos decretos das armas porque eles garantem o direito aos cidadãos de bem de proteger as suas famílias”, finalizou.

(*) Assessoria de Imprensa Senadora Soraya Thronicke



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