Lira, TSE e PGR travam ameaças ao mandato de Bolsonaro, diz revista

Segundo informações da revista Veja, a CPI no Senado é a principal aposta de opositores para enfraquecer o governo de Jair Bolsonaro (sem partido). A revista destacou que, no atual cenário de agentes políticos e instituições paralisadas, a CPI é vista como a principal alternativa de tentar enfraquecer o governo.

Oposicionistas afirmam que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Procuradoria-geral da República (PGR) e a Presidência da Câmara dos Deputados têm armas que podem ser usadas contra o governo, mas a CPI é quem está com a força de bater de frente com o mandatário.

Ações no TSE contra Bolsonaro

A Veja destacou que há 4 ações tramitando no TSE contra o atual governo. As investigações giram em torno da chapa composta com o vice-presidente Hamilton Mourão, durante as eleições anteriores. Entretanto, a revista afirma que são praticamente nulas as chances de os ministros cassar o presidente.

Na Câmara dos Deputados, o cenário parece ser tranquilo para Bolsonaro. Isto porque, o presidente da Câmara, Arthur Lira, já deixou claro que não tem interesse em colocar à mesa os 115 pedidos de impeachment contra o chefe do executivo.

PGR pode arquivar inquérito contra Bolsonaro

Já na PGR, segundo a Veja, Augusto Aras sofre críticas de colegas porque acreditam que ele queria poupar o presidente de investigações relacionadas ao enfrentamento da crise no Brasil.

Ainda segundo a revista, Aras demostrou que pretende arquivar um inquérito que investiga se Bolsonaro tentou fazer interferência na Polícia Federal. O caso foi aberto em abril de 2020, após o ex-ministro Sergio Moro acusar o mandatário de suposta interferência.

Entretanto, o Supremo ainda não determinou quando e como Bolsonaro deve prestar esclarecimentos sobre o caso.

Segundo informações da Veja, o mandatário se sente satisfeito com a escolha de Aras para a PGR e teria sinalizado a interlocutores que pretende reconduzir Aras para mais 2 anos no cargo de procurador-geral.

CPI expõe governo

Segundo informações da Veja, a CPI expõe o que ela chamou de “trapalhadas em série do Executivo” no combate ao víruus.

O senador Humberto Costa (PT-CE) afirmou que a comissão incomoda bastante o governo e destacou que Bolsonaro sempre se manifesta contra os integrantes da CPI. Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que a PGR deveria ter atuado quando o presidente falou em “gripezinha” no início da crise.

Apesar de a CPI ser vista como forte ameaça ao governo, Paulo Kramer, cientista político, afirmou para a Veja que talvez a comissão pode não surtir os efeitos que se esperam. Ele disse que isso se deve ao fato de que nas ruas a CPI ainda não ecoa forte entre as pessoas. Em contrapartida, ele destacou que os apoiadores de Bolsonaro estão determinados a manter o presidente no poder.

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