Atuante para 2022, Huck se recusa a dar entrevista; veja lacunas e opiniões políticas e gerais já dadas por ele – 24/04/2021 – Poder

O apresentador Luciano Huck sinalizou sua intenção de participar da eleição presidencial de 2022 ao assinar, com outros cinco presidenciáveis, um manifesto pró-democracia publicado em março. Apesar das articulações nos bastidores, as ideias e propostas dele não estão claramente expostas.

Huck tem participado nos últimos meses de debates virtuais e entrevistas sobre temas específicos, como as consequências da pandemia e a crise ambiental, mas responde de maneira genérica ou desconversa quando é confrontado com perguntas sobre candidatura e diálogo com líderes partidários.

A Folha pede uma entrevista ao apresentador da TV Globo desde o início de março, sem sucesso. A última vez em que ele foi interpelado diretamente pelo jornal sobre assuntos do noticiário e suas pretensões políticas foi em abril de 2019. Depois disso, Huck se manifestou na Folha por meio de artigos.

O apresentador não concedeu entrevistas sobre seus planos e movimentações, por exemplo, após a revelação, em novembro de 2020, de que ele se encontrou com o ex-juiz Sergio Moro para negociar uma possível aliança eleitoral para 2022.

De lá para cá, as articulações de Huck e de legendas interessadas em apoiar uma eventual campanha dele se intensificaram, sem que ele respondesse em público sobre sua eventual plataforma de governo ou obstáculos como sua inexperiência política e pouca familiaridade com as engrenagens de Brasília.

São desconhecidas, também, suas opiniões sobre um eventual impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido), presidente que ele poupou de críticas no início do mandato e ao qual hoje faz oposição.

Tampouco se sabe sua avaliação sobre a Lava Jato depois das informações que colocaram em xeque a legalidade e a imparcialidade da operação. Ou sua orientação no espectro partidário, já que ele no passado se declarou de centro-esquerda, mas hoje dialoga também com forças à direita.

O apresentador selou sua entrada no rol de presidenciáveis ao assinar o Manifesto pela Consciência Democrática, ao lado dos ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM), dos governadores João Doria (PSDB) e Eduardo Leite (PSDB) e do ex-presidenciável João Amoêdo (Novo).

Há alguns dias, o apresentador foi ao Rio Grande do Sul discutir com Leite uma eventual aliança eleitoral do grupo, que combate a polarização entre Bolsonaro e Lula (PT). Também participou de um painel virtual ao lado de Ciro, Doria, Leite e do ex-presidenciável Fernando Haddad (PT).

“Não sou político, me sinto aqui como parte da sociedade civil”, disse ele no evento organizado por alunos brasileiros de Harvard e MIT. “Não sou um técnico em nada e não tenho experiência política, como a maioria tem aqui, mas sou um cara que conhece o dia a dia da realidade.”

Procurado pela reportagem, Huck não se manifestou sobre as lacunas em suas opiniões, justificando que quer “contribuir com, e não confundir, o debate público e a construção de uma terceira via que nos dê opção à polarização”.

Respondeu ainda que a prioridade agora deve ser o debate sobre os desafios impostos pela pandemia e que a eleição está “muitíssimo distante”. “Entendo que minha melhor contribuição pode ser no debate de agenda, ideias e soluções.”

Nem ele nem a Globo revelam quando se encerra o atual contrato dele com a emissora, mas pessoas próximas dizem que o compromisso vai até meados deste ano. O prazo de filiação para quem for concorrer termina em abril de 2022.

A partir de entrevistas, textos e consultas a fontes, a Folha reuniu pensamentos e opiniões de Huck a respeito de temas sobre os quais ele será indagado caso resolva largar a TV para concorrer à Presidência.

VISÃO POLÍTICA

Huck normalmente evita demarcar uma posição no espectro político, argumentando que conceitos como esquerda e direita ficaram ultrapassados. Diz que os dois lados têm pontos com os quais concorda. Sua visão combina a defesa de uma agenda liberal na economia e progressista na área social.

Já se mostrou favorável a pautas como controle fiscal e combate a privilégios, mas também frisa a necessidade de um “olhar social, inclusivo e de redução de desigualdades”, resumido por ele no mantra de que o governo no Brasil precisa ser eficiente, mas também afetivo.

O ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung (ex-MDB, PSB e PSDB), principal conselheiro político do apresentador, disse em dezembro de 2020 ao jornal O Estado de S. Paulo que Huck, assim como ele, é de centro-esquerda, “alguém que tem sensibilidade com os problemas sociais e tem um conceito modernizado da ideia do Estado e da economia”.

Em entrevista à GloboNews em 2014, quando o apresentador rechaçava a possibilidade de entrar na política por não ter “estômago para esse universo”, ele respondeu que se identificava como alguém de centro-esquerda. “Eu sou o que aprendi em casa. Acho que eu sou uma pessoa de centro-esquerda, mas a favor do diálogo”, afirmou.

IDENTIDADE PARTIDÁRIA

Historicamente, tem proximidade com quadros do PSDB, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Seu padrasto, o economista Andrea Calabi, fez parte das gestões de FHC no governo federal e de Geraldo Alckmin (PSDB) no Governo de São Paulo.

Depois das rodadas de conversas iniciadas antes da eleição de 2018, Huck possui hoje ligação com pelo menos seis legendas, que podem também vir a filiá-lo para uma eventual candidatura: Cidadania, PSDB, DEM, PSB, PSD e Podemos.

A variedade ideológica nesse grupo de partidos espelha a amplitude de pensamentos buscada pelo apresentador nos últimos anos, no que ele descreve como jornada em busca de conhecimento sobre o ambiente político, as dificuldades do governo e os problemas do Brasil.

Ao lado de iniciativas nas quais atua (como o movimento Agora! e a escola de candidatos RenovaBR), de líderes políticos como a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) e interlocutores como o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso, Huck encampa a defesa de uma reforma política.

Ele prega, por exemplo, a redução do número de partidos, a adoção de um sistema distrital puro ou misto e a necessidade de aumentar a transparência e a democracia interna nas legendas.

ECONOMIA

Em sua lógica de mesclar teorias à direita e à esquerda, Huck indica ter simpatia por um plano econômico híbrido, que combine reformas estruturantes, reequilíbrio da máquina pública e distribuição de renda. Não há clareza, nas declarações dele até aqui, sobre o papel do setor privado.

O Brasil, disse ele à revista Piauí em 2018, tem “um Estado ineficiente, pouco produtivo, que precisa ser reformado. Não defendo um Estado mínimo, mas um Estado necessário”. Saúde e educação, por exemplo, são áreas nas quais ele acredita que os governos devem ter participação indispensável.

“Você achar que o mercado liberal vai fazer o país ser um país mais justo é de uma ingenuidade enorme”, discursou em uma palestra em 2017, na qual também disse ser impossível falar em meritocracia no Brasil de hoje, sem condições de igualdade. O Estado, para ele, é o responsável por diminuir as distâncias.

Nos últimos tempos, Huck manteve contato e se aconselhou com economistas como o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga (governo FHC), o presidente do Insper, Marcos Lisboa (que integrou o governo Lula), e o economista-chefe do Instituto Ayrton Senna, Ricardo Paes de Barros (especialista em estudos de desigualdade e um dos formuladores do programa Bolsa Família, na era petista).

“Apoio boa parte das teses liberais da economia, mas essas teses, por si só, da Faria Lima e Leblon [regiões de classe média alta em São Paulo e no Rio], não vão puxar para dentro da sociedade a dona Marlene, que mora no sertão do Cariri [CE]”, afirmou em evento nos Estados Unidos em 2019.

VOTO EM 2018

Embora nunca tenha revelado quem escolheu no segundo turno da eleição presidencial (ele já disse em conversas privadas que anulou o voto), Huck é criticado por pessoas que supõem que ele tenha dado apoio a Jair Bolsonaro (à época no PSL, hoje sem partido), que disputava contra Fernando Haddad (PT).

A inferência se baseia em afirmações feitas por ele na época da campanha eleitoral que minimizavam os riscos de uma eventual vitória de Bolsonaro e deixavam claro que ele jamais votaria em um candidato do PT.

“O Bolsonaro, de novo, não tô falando que eu… Sim, levantei os problemas e acho que as pessoas podem, sim, amadurecer, é o que eu tô falando. Tem uma chance de ouro, né, de ressignificar a política no Brasil. Vamos ver, vamos aguardar”, afirmou ele em um vídeo de rede social.

Na transmissão, Huck falou que não se posicionou “a favor de nenhum candidato” ao Planalto e que via problemas nas duas candidaturas. “No PT eu nunca votei e jamais vou votar. Isso é fato”, disse.

A Folha revelou na época que o apresentador foi um dos integrantes do movimento Agora! que se opuseram à articulação de uma nota da organização posicionando-se contra Bolsonaro e a favor de voto crítico em Haddad. Huck pregava uma “resistência positiva” a qualquer um que fosse eleito.

GOVERNO BOLSONARO

Se hoje se coloca no papel de opositor do presidente, nem sempre Huck teve postura incisiva nas críticas, preferindo, depois da eleição de Bolsonaro e ao longo de seu primeiro ano de mandato, adotar o que qualificava como voto de confiança no novo governo.

Em abril de 2019, o apresentador disse à Folha que o governo tinha “que ter crédito porque foi eleito pela ampla maioria”, especialmente nas áreas de “combate à corrupção, ao crime organizado e nas reformas estruturantes”.

Bolsonaro tem ideias, ideologia e crenças que, inclusive, o levaram à Presidência. Só que também está claro que o que fazer e como executar as ideias eles estão modulando, lapidando e pensando em como fazer já com o avião voando”, afirmou.

“Há setores em que você enxerga clareza de ideias, mas a capacidade de execução a gente vai ver agora”, ponderou na ocasião.

Em dezembro de 2018, durante evento do RenovaBR antes da posse de Bolsonaro, Huck disse que o momento não era adequado para formação de oposição, mas para construção de diálogo.

“A gente tem que dar um crédito e ver o que vai acontecer. As agendas que forem positivas para o país a gente tem que apoiar. E, onde a gente não concordar, a gente tem que se manifestar.”

IMPEACHMENT DE BOLSONARO

Embora não tenha declarado diretamente ser favorável ao impeachment do presidente, Huck já deu sinais de que defende a discussão.

“Não sugiro […] guardar as panelas, engavetar o debate do impedimento, banalizar os crimes de responsabilidade, normalizar a dor e a violência, deixar de lado a indignação”, escreveu na Folha em fevereiro deste ano, em artigo no qual conclamou a sociedade a reafirmar sua capacidade de reagir.

Em janeiro, o apresentador convidou seus seguidores a participarem de um panelaço que havia sido convocado para pedir a saída de Bolsonaro da Presidência e o responsabilizava por mortes na pandemia de Covid-19. Huck fez a convocação sem mencionar diretamente o impeachment.

Na hora do protesto, ele postou vídeo, sem mostrar seu rosto, em que batia uma colher em uma panela.

VOLTA DE LULA

Huck externou nos últimos anos sua desaprovação aos governos do PT, embora já tenha reconhecido os benefícios de políticas sociais de Lula para os mais pobres. “Não compactuo com o modo de pensar e de operar do PT”, escreveu na Folha em 2018, a poucos dias do segundo turno da eleição presidencial.

Meses antes, no dia em que o ex-presidente foi para a prisão, o apresentador afirmou que era “uma pena, uma tristeza” e que se sentia “muito triste pelo Brasil”. “Ele tem esse olhar social, mas, bicho, a Justiça vale para todo mundo. Saquearam o Estado”, disse durante um evento nos Estados Unidos.

A saída do petista do páreo eleitoral era um dos motivos que animavam entusiastas da candidatura de Huck. Pesquisas internas vinham mostrando que o apresentador penetrava em setores do eleitorado historicamente simpáticos a Lula, o que aumentava suas chances em uma eventual disputa.

Em março, com a decisão do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que reabilitou Lula a se candidatar, Huck reagiu dizendo que “figurinha repetida não completa álbum”. O ex-presidente retrucou: disse que o apresentador “não sabe que figurinha repetida carimbada vale pelo álbum inteiro”.

PAULO GUEDES

Huck, que chegou a ser procurado pelo hoje ministro da Economia antes da eleição de 2018 para uma conversa sobre eventual parceria em uma campanha ao Planalto —que acabaria se desenrolando com Bolsonaro—, sempre se mostrou entusiasta da agenda liberal e reformista de Paulo Guedes.

Antes do início do governo, o apresentador reafirmou que medidas eram necessárias para que “o país não quebrasse” e que a gestão Bolsonaro tinha “uma clara agenda econômica eficiente”, com “bons nomes técnicos ali”. Em 2019, afirmou que os projetos da pasta de Guedes exibiam “muita consistência” e representavam uma agenda correta.

Nos últimos meses, Huck deixou os elogios de lado e criticou a condução econômica do governo em episódios como a intervenção de Bolsonaro na Petrobras.

LAVA JATO

Huck foi um entusiasta da Operação Lava Jato e do combate à corrupção, como deixou claro em entrevista à Folha em março de 2017.

“Sou a favor de todos os movimentos que ajudem a refazer e ressignificar as bases morais e éticas do Brasil. E sem dúvida a Lava Jato é o principal deles. [Sergio] Moro é um homem de coragem, e tenho certeza que os ecos das suas atitudes irão trazer muito benefícios para as próximas gerações”, disse.

Em 2019, em meio às discussões sobre prisão após condenação em segunda instância, uma pauta cara à Lava Jato, Huck afirmou em redes sociais ser favorável à medida, que, segundo ele, “alinha o Brasil com o padrão mundial da justiça penal” e “é uma vontade legítima da sociedade”.

Não se sabe, porém, que avaliação Huck faz hoje da operação, após a revelação dos diálogos entre o então juiz Sergio Moro e procuradores do Ministério Público Federal que levaram a iniciativa a cair em descrédito em parte da opinião pública e a ter sua suposta parcialidade julgada pelo Supremo.

SUSPEIÇÃO DE MORO

O apresentador sempre foi elogioso a Moro, tanto na época da Lava Jato quanto no período dele como ministro da Justiça e Segurança Pública de Bolsonaro. Não se manifestou, contudo, sobre as informações que vieram à tona a respeito do período dele como magistrado em Curitiba.

Em 2018, Huck afirmou à revista Piauí que, em um eventual governo seu, convidaria Moro para ser ministro da Justiça porque ele “seria um bom nome para moralizar”.

O apresentador, no fim daquele ano, disse ver com bons olhos a ida do ex-juiz para o Ministério da Justiça do governo Bolsonaro, “mais um passo importante na moralização do sistema e combate ao crime organizado”. Em 2019, afirmou que ele tinha “noção muito clara” do que tinha que ser feito.

Quando Moro deixou o cargo, em atrito com o presidente, Huck lamentou a saída em redes sociais e telefonou para o ex-magistrado para expressar solidariedade.

“A saída de Moro gera uma enorme frustração. Tudo indica que as mudanças tão defendidas pela população ficam adiadas. Em especial a agenda anticorrupção e o combate firme ao crime organizado e às milícias”, escreveu.

A Folha revelou que Huck e Moro se encontraram em outubro de 2020 e conversaram sobre uma possível aliança eleitoral. Os dois mantêm contato.

PAUTAS PROGRESSISTAS

Huck endossa pautas como as causas feminista, antirracista e dos direitos LGBT, além de ter uma postura progressista em temas como aquecimento climático, armamento e guerra às drogas.

Um plano de governo sugerido pelo movimento Agora! a candidatos à Presidência em 2018, que foi endossado por Huck, formulou propostas como a regulação da maconha para uso adulto e o aperfeiçoamento do controle e rastreamento de armas e munições.

“Tenho absoluta certeza de que a guerra às drogas e o que foi feito até aqui não funcionou. As comunidades estão cada vez mais armadas. O consumo nunca diminuiu, os presídios estão superlotados. Não é um problema de polícia, mas de saúde pública”, disse ele à Folha em 2017.

“[Armar a população] não vai resolver problema nenhum de violência, vai só matar mais gente”, afirmou em evento nos Estados Unidos em 2019. “Contra malucos, psicopatas e afins… pouco podemos fazer. Mas, contra as armas de fogo, é só vontade pública e política. Desarmamento, já”, tuitou em 2011.

IMPOSTOS PARA RICOS

Huck, que, além de apresentador de TV, é empresário, já declarou que é um dos maiores pagadores de impostos do Brasil e destina “uma fortuna” em tributos à Receita. Ele, que se descreve como milionário (seu patrimônio não é divulgado), também cobra da elite nacional, da qual diz fazer parte, que abandone a passividade em relação à desigualdade social no país.

Em 2018, disse à Piauí ser favorável a uma reforma tributária que inverta o atual quadro, em que “o rico paga menos imposto do que o pobre”. Argumentou que a mudança tem que ser feita “desonerando o imposto de serviço e tributando heranças e fundos privados”.

Em janeiro deste ano, ao interagir com o presidenciável Ciro Gomes (PDT) em uma rede social, Huck repetiu ser a favor de uma maior tributação sobre herança e defendeu “um imposto tipo IPVA” sobre aeronaves e barcos. “[Eu] seria o primeiro a pagar. É o justo”, afirmou.

Em abril de 2020, após ser criticado por falar em um evento que a tributação de grandes fortunas faria o dinheiro “escapar” do país, Huck disse ver na “tributação de grandes heranças uma via mais eficiente” no debate sobre o papel da elite no combate à desigualdade, mas afirmou ser “a favor do aprofundamento do debate sobre a taxação de grandes fortunas”.

“Temos, como sociedade, de encontrar as soluções democráticas pra que o 1% mais rico da população, que historicamente foi acusado de passividade em relação as desigualdades sociais do país, se comprometa a fazer parte da solução”, afirmou ele, defensor de um sistema tributário progressivo.

FINANCIAMENTO DE CAMPANHAS

Huck já se mostrou favorável a uma revisão da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de 2015 que proibiu as doações de empresas para campanhas políticas. Em um evento em 2019, o apresentador disse que a possibilidade poderia ser restabelecida “com critérios”.

“Não pode ser única e exclusivamente um fundo público que vá sustentar os partidos e as eleições”, disse, em referência ao sistema atual, bancado majoritariamente pelos fundos eleitoral e partidário.

“Você limitar o financiamento político-partidário e eleitoral só a um fundo público, no montante que ele está hoje, gerido e administrado por quem está dentro dele, eu não acho que seja o sistema mais eficiente e democrático”, opinou.

Para ele, o que existia “no passado, de você poder doar para todo o mundo, a qualquer tempo, independentemente da sua ideologia e da sua crença, não funcionou. Tem que trazer isso para o debate de novo”.

Nas eleições municipais de 2020, Huck destinou, como pessoa física, R$ 55 mil em doações de campanha a oito postulantes a prefeito e vereador. No pleito de 2018, ele doou sozinho R$ 285 mil a 13 candidatos a deputado federal e estadual.



Comprar armas e munições



Suporte via whatsapp!