A inércia não nos ajudará. Rua, rua, rua!

Marcel Farah

As avaliações negativas de Bolsonaro em alta. As intenções de voto em Lula dando vitórias para o petista. O desgaste provocado pela CPI da Covid no governo, e as dificuldades de recuperação da economia frente a alta da inflação. Fatos que têm gerado um clima de que derrotaremos Bolsonaro, o neoliberalismo e o fascimo que paira no Brasil, simplesmente com a inércia.

Mas, isso não procede.

Daqui até as eleições falta muito tempo. Tempo suficiente para várias das situações que vivemos hoje se inverterem.

Nesse tempo, que é suficiente para uma retomada de intenções de voto para Bozo, a única possibilidade de fazermos a diferença é não ficando inertes.

A vacinação avança e com ela a pandemia pode chegar a um estágio muito mais confortável até meados de 2022. A pressão da CPI da Covid sobre o governo pode se esvair nesse cenário.

Como estamos em um patamar econômico muito baixo, é provável que tenhamos melhorias na economia nos próximos meses e até anos. Mesmo sendo uma recuperação lenta e demorando para chegar a níveis pré-pandemia, o fato da tendência ser de melhora reflete nas intenções de voto, pois melhora a avaliação que as pessoas fazem do governo.

Nossa memória coletiva é fraca.

Portanto, podemos chegar a outubro de 2022 em uma situação totalmente diferente da que enfrentamos hoje, o que colocaria Bolsonaro como candidato fortíssimo à reeleição.

Por outro lado, não acredito que conseguiremos avanços a qualquer medida de impedimento, cassação de chapa, ou outra medida que interrompa este governo apenas pelas mãos das “instituições”.

Então, não temos alternativa. A única forma de derrotar o governo fascistóide genocida é mantê-lo sob intensa pressão com as armas que temos. Estas armas são hoje, as ruas. É lá que temos que ficar para não deixar ninguém esquecer que já são quase meio milhão de mortes, que poderíamos ter menos e que provavelmente, pelos dados dos cartórios, são mais. Que este governo é marcado pela irresponsabilidade ambiental, social, para com os segmentos necessitados, pelo desmonte do estado e das políticas redistributivas sociais. Que Bolsonaro está associado ao neoliberalimo, que concentra renda, aumenta a desigualdade, a miséria e a forma sob pretexto de um crescimento que nunca acontece. E junto com ele estão o exército, o centrão (nome de disfarce para a direita mais fisiológica), e todos os golpistas que apoiaram a derrubada de Dilma.

Temos que ficar na rua, porque o impeachment do genocida está na pauta do dia, além disso também por ser medida profilática contra a Covid, e para garantir que nossa memória coletiva não se esqueça do desastre que vivemos.



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